Vivemos tempos em que a violência e a criminalidade, antes associadas sobretudo ao mundo adulto, têm se manifestado de forma alarmante entre crianças e adolescentes. Notícias de jovens envolvidos em atos violentos, seja como vítimas ou autores, tornaram-se cada vez mais frequentes, desafiando-nos enquanto sociedade a olhar de frente para um problema complexo e profundamente enraizado em questões sociais, econômicas e culturais. A infância e a adolescência são fases cruciais do desenvolvimento humano, marcadas por aprendizagens fundamentais para a construção da identidade, da empatia e da convivência em sociedade. No entanto, quando essas etapas são atravessadas por contextos de vulnerabilidade — como pobreza extrema, negligência familiar, violência doméstica, falta de acesso à educação de qualidade e à saúde mental —, há um risco elevado de que esses jovens sejam capturados por realidades que perpetuam o ciclo da violência. É importante refletirmos que nenhuma criança nasce violenta ...
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